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Foto: Alguiberto Morais

Prensa pertencente a Cícero Romão Batista,
em Luís Gomes/RN
Uma prensa para o “Museu do Sertão”
Benedito Vasconcelos Mendes é um destes obstinados pelas coisas do nosso sertão. Igual a ele, de lembrança, só tenho Oswaldo Lamartine e Vingt-un.
Há alguns anos Benedito transformou parte de sua fazenda Rancho Verde em um lugar público, onde recebe visitantes de todo o mundo com interesse em conhecer um pouco da nossa nordestinidade e sua História.
Galpões imensos guardam peças antiqüíssimas, vestimentas, utensílios domésticos, de caça, de pesca, enfim, ali está, grande parte da nossa cultura.
Mesmo diante desta diversidade de atrativos, Benedito, assim como sua esposa Suzana, têm encampado uma luta sem tamanho na busca de uma peça que compõe as casas de farinhas do nosso sertão.
Trata-se de uma prensa de dois fusos, com distância aproximada de dois metros entre eles e que, segundo o pesquisador só existem três no Rio Grande do Norte: duas em Luís Gomes, pertencentes a Cícero Romão Batista (que não é o padre Cícero) e a outra dos herdeiros da família Vieira; e a terceira em Rodolfo Fernandes, de propriedade do conhecido político local Chiquinho Germano.
A busca, no entanto, não tem obtido êxito. Os donos das prensas, mesmos inativas, não se renderam aos argumentos de Benedito, nem mesmo diante da sua brilhante iniciativa de mostrar para o mundo o que de mais belo já possuiu o sertão nordestino.
Espero que, sem uso, como estão, não acabem por se deteriorar, perdendo-se de vez tamanha riqueza cultural. Desta forma, pedimos aos amigos leitores deste espaço, que, tomando conhecimento de alguém que possua, em algum lugar deste Nordeste, uma peça semelhante a esta que ilustra a nossa coluna de hoje, que nos informe para que, assim, possa estar completo o nosso Museu do Sertão.
Escrito por Caio César Muniz às 10h05
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