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O feijão da minha avó

 

Sentados ao redor de uma mesa, degustando uma garrafa de Volúpia, eu e Marcelão, meu ex-sócio no Chap-Chap, discutíamos sobre a maravilhosa arte de cozinhar.

Ele, do alto de sua experiência (e põe alto nisto), me dizia dos cheiros e temperos sofisticados que ele utiliza em suas receitas, das técnicas, dos recursos que os gourmets aplicam nos seus pratos, enfim, neste mundo mágico em que pode se transformar uma cozinha.

Lembrei-lhe que em Mossoró, ao longo destes já dezessete anos, e doze de amizades com Rogério Dias, perdi a conta de quantas vezes já “filei a bóia” em sua casa, e que, por incrível que pareça, nunca a receita foi igual e nunca pude dizer que a comida não prestara. Rogério sempre acerta a mão e não lhe pergunte sobre como fizera aquele prato.

 Indaguei a Marcelão como pode a mulher simples, do interior, como poucos recursos, conseguir, muitas vezes, fazer iguarias fantásticas, e isto por uma espécie de instinto, pela obrigação, sem a dita técnica da qual ele me falava anteriormente.

Neste vai-e-vem de conversas, lembrei-me do feijão que minha avó paterna fazia. Tenho certeza que não havia nada demais ali – talvez um pouco de cheiro-verde, leite, denunciado pela cor do caldo, e os elementos de sempre: sal, nata, enfim, coisas que só nós, sertanejos, conhecemos bem.

Apesar da simplicidade do prato, eu falava pra Marcelão que, nunca esqueci daquele feijão feito pela minha avó e que, às vezes, chego até a sentir o seu cheiro.

A sessão ficou nostálgica, e nós, entre um trago e outro, fomos ficando bêbados de boas e deliciosas recordações.

NOTAS

Notícias da semana: “Avenida esta está repleta de buracos”, “Buracos causam acidentes da rua tal...” Ora bolas, não seria mais fácil dizer de uma vez que não há, em toda Mossoró, uma única rua que não esteja uma verdadeira tábua de pirulito? O que estamos vivendo aqui é um caso de calamidade pública.

Fui ver a barragem de Santa Cruz. Que belo espetáculo da natureza. Quanta imprudência dos homens! Não bastasse a má conservação das estradas, devido às chuvas, o nível etílico de muitos dos visitantes, alguns, mais afoitos, ainda se arriscam em nados além de uma zona, digamos, segura ao banhista. resultado: algumas mortes em um único dia.

 

Alguns contemplados conhecidos no Prêmio Núbia Lafayete, da Fundação José Augusto. Entre eles, Jeová Costa, irmão do nosso Genildo Costa e Maurílio Santos, do Jucuri, muito bom mesmo.



Escrito por Caio César Muniz às 14h48
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