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"Poesia"

 

O que nos leva a escrever poesia? Sabe Deus! O certo é que um dia, somos arrastados pelo pescoço e aquele sentimento desconhecido invade o nosso peito e nos obriga a jogar no papel toda a nossa indignação ou dor, com metro ou sem metro, rimando ou em versos brancos, sabedores ou não das técnicas exigidas para ser escrever um bom poema.

Comecei a lidar com este mal-necessário aos nove anos de idade, sonhei uns dez anos com o primeiro livro e sofro toda a minha vida simplesmente por viver a poesia como quem vive uma eterna paixão.

Nos últimos tempos não tenho escrito uma linha sequer, culpa da convivência com o meio, que nos ensina que poesia é uma coisa séria e nos força a pensar mais de uma vez antes de colocar os pensamentos no papel. Fiquei exigente com o meu próprio escrever e tremo de medo só em pensar que ela, a poesia, tenha me abandonado.

Dizia Drummond que "todo mundo é poeta até os vinte e cinco anos", eu já passei um pouco desta idade, mas meu coração ainda continua o mesmo de menino.

Em idos que ainda consigo avistar daqui, tínhamos um batalhão enfileirado de poetas, podíamos revolucionar qualquer trincheira apenas com as nossas penas afiadas e a vontade de recitar. Hoje, procuro-os pelas esquinas e não os encontro. Será que ganharam também a maioridade poética?

Semana passada fui surpreendido por Pedro Arthur, ainda nos verdes dias dos seus dez meses. Sua mãe, dona Eloísa Helena, mostrava para os amigos Flávio e Samara algumas imagens em CD da ultrassom de sua gravidez. Pedro, de olhos vidrados nas imagens, num arroubo de quem não sabe o que diz, pronunciou: "poesia"...

Os ouvidos demoraram a acreditar no que eu ouvira e durante uns cinco segundos perdi o fôlego e a fala... a sorte é que eu tinha testemunhas do fato.

Liguei para todos os meus poetas/amigos comunicando o feito. Não sei se o quero poeta, isto acarretaria para sua vida muitos sofrimentos, por outro lado, melhor estas dores em verso, do que viver sem eles.



Escrito por Caio César Muniz às 14h01
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