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Foto: Eloísa Helena

Respeito à Nossa Poesia

Já deveríamos estar cientes de que precisaríamos quebrar várias muralhas para fazer com que a poesia fosse um dia vista e respeitada.

Não é de hoje que este fazer poético incomoda.

Quando começamos esta grande brincadeira - que agora virou coisa séria - chamada POEMA, as ruas eram o nosso palco, as praças a nossa sala de recitais, os bares o nosso aconchego noturno para troca de versos.

Mas os olhares sempre foram de reprovação.

Não somos marginais, nunca fomos. Somos artistas e a única coisa que pedimos é um pouco de respeito e um pouco menos de dureza nos corações.

Já posso dizer sem reservas que nós damos mesmo a cara a bater, e por pouco isto não aconteceu de fato este ano.  

Não pedimos nada em troca. O sorriso do público, a alegria das crianças é o nosso pagamento maior. Fazemos poesia da forma mais intensa que possa existir, fazemos com que ela rompa todas as fronteiras, rompa todas as barreiras, este é o nosso jeito de fazer poesia.

Aos nossos poetas, peço que não se abstenham de apa-recer, de nos acompanhar, de ocupar estes espaços que são mais nossos do que nunca.

Não me venham com esta história de que há um com-promisso, sempre haverá se não colocarmos a nossa poesia como prioridade.

Eu também tenho os meus, mas passo por cima de paus e pedras para fazer com que a poesia, não a minha, mas a nossa, seja vista e respeitada.

Precisamos juntar forças, juntar versos e pessoas, pois sozinhos somos mais fracos do que parecemos ser.

Precisamos dos poetas para que externem seus pensamentos, para que se unam a nós neste movimento que é unicamente nosso.

A nossa poesia, a nossa arte, precisa agora, mais do que em qualquer outro tempo, de que a defendamos em todos os lugares.

Foi preciso que se passasse mais de uma década, foi preciso que, mais uma vez fôssemos postos porta afora de um local público para que, finalmente, fôssemos vistos como os artistas que fomos durante toda esta vida.

Já passou do tempo de se respeitar a POEMA, já passou do tempo de se respeitar os poetas de Mossoró.

Nos encontraremos em breve, como no dizer da música de Genildo Costa: "nas ruas, nos bares..."  

...et cetera e coisa e tal...

Na quinta-feira, 17, fomos chamados ao gabinete da prefeita de Mossoró e recebidos (Genildo Costa, Rogério Dias e eu) pelo chefe de gabinete Gustavo Rosado e pelo diretor da Cobal, Carlos Luz.  

Gustavo desculpou-se em nome da Prefeitura de Mossoró pelo episódio  ocorrido no dia 13 de março quando nós, poetas, fomos expulsos daquele local público e justificou o fato, explicando que o ambiente passa por um momento de insegurança. O Sr. Carlos Luz também admitiu que houve excessos na condução do episódio, e que com os ânimos exaltados não foi possível um diálogo.

A POEMA completa 14 anos neste 2011. Estaremos sempre próximos de quem quiser nos ajudar a fazer a cultura desta cidade acontecer. Não nos venderemos a ninguém, nem subiremos em palanques políticos. Nosso partido é o da nossa arte, a poesia.



Escrito por Caio César Muniz às 20h00
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