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I CONCURSO JOÃO BATISTA CASCUDO RODRIGUES

A Academia Mossoroense de Letras (AMOL) recebe trabalhos em prosa e poesia até dia 25 de junho, para concorrer ao I Concurso João Batista Cascudo Rodrigues – conto e poesia.

Segundo o regulamento do concurso, os candidatos podem concorrer com 1 (um) texto de conto e/ou 1 (um) texto de poesia. Os textos deverão ser originais, isto é, nunca terem sido anteriormente publicados em jornal, revista ou livro, ou mesmo veiculados pela internet, ou quaisquer outros meios de comunicação.

Os trabalhos deverão ser escritos em português, com tema livre, digitados em papel A4, em uma só face do papel, enviados em (4) quatro vias. Só poderão concorrer autores norte-rio-grandenses que residam no território do RN.

Os contos terão limite máximo de (5) cinco páginas e as poesias em (2) duas páginas, em letra 12, fonte Arial, espaço 1.5. Cada texto deverá ser identificado apenas pelo título e pelo pseudônimo, não podendo constar, de nenhuma forma, algo que identifique o nome do autor.

O regulamento frisa que os textos de conto e da poesia deverão estar contidos em um só envelope, e com um mesmo pseudônimo. Este envelope será acompanhado por um outro menor, lacrado, que terá na parte externa a indicação: 1º Concurso de Conto e Poesia João Batista Cascudo Rodrigues” – Amol, título do trabalho e o pseudônimo do autor. No interior deste envelope uma folha indicará: nome do concorrente, pseudônimo, título do trabalho, endereço completo, com telefone e e-mail, se houver.

Os trabalhos serão avaliados por uma comissão julgadora, composta por pessoas com amplo conhecimento, experiência e saber em literatura.

A Comissão Julgadora será composta de 5 (cinco) membros,  escolhida pela direção da Academia Mossoroense de Letras – AMOL, juntamente com a Fundação Vingt-un Rosado.

Esta comissão julgadora terá total autonomia no julgamento, que será regido pelos princípios de originalidade, técnica e arte literária. A decisão da Comissão terá caráter irrevogável.

PREMIAÇÃO - Serão premiados os 2 (dois) (primeiro e segundo   lugares) melhores trabalhos, em cada categoria, recebendo os vencedores, os seguintes prêmios: 1º Lugar: – conto – R$ 800,00 (oitocentos reais) mais certificado; 1º Lugar - poesia – R$800,00 (oitocentos reais) mais certificado. 2º Lugar: – conto – R$ 400,00 (quatrocentos reais) mais certificado; 2º Lugar: – poesia – R$ 400,00 (quatrocentos reais) mais certificado.

Os trabalhos serão entregues diretamente, ou enviados pelo correio (serão validados apenas os trabalhos com carimbo dos correios até 25/06/2011), até o dia 25 de junho de 2011, para: Academia Mossoroense de Letras – AMOL – Biblioteca Ney Pontes Duarte – Praça da Redenção Jornalista Dorian Jorge Freire, Térreo – CEP. 59.600-000 – Mossoró-RN.



Escrito por Caio César Muniz às 12h51
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CARTA ABERTA AO ICOP E À AMOL

 

Mossoró, 14 de abril de 2011

 

"Na raiz da omissão, o veio da amargura e do desconcerto dos dias...

O omisso é o assassino sem armas,

A abater a força da ação e do pensamento."

Cláuder Arcanjo, in Caderno CA - Parte LXXVII

 

“Quem cala, consente", afirma sabiamente o dito popular. Seguido por ele, esperamos, nós, da POEMA, um mês exato por algum pronunciamento das duas instituições mais importantes da literatura local a respeito do "incidente" ocorrido na Cobal, no dia 13 de março deste ano, véspera do Dia Nacional da Poesia.

 

Porém, o Instituto Cultural do Oeste Potiguar (Icop) e a Academia Mossoroense de Letras (Amol) simplesmente ignoraram a "expulsão" dos poetas daquele local público, silenciaram totalmente, ou seja, consentiram o fato, como afirma sabiamente o dito popular.

 

Instituições das mais diversas, cidadãos comuns e sociedade de um modo geral prestaram a sua solidariedade aos que ali estavam fazendo arte de graça para o povo e foram mal compreendidos pela administração do espaço - falta de habilidade com as palavras? Sabe-se lá.

 

O Icop e a Amol simplesmente não viram, ou não quiseram ver, o fato em questão. Nenhum e-mail, nenhum telefonema, nenhuma notinha num canto de jornal. Nada.

 

Certamente porque talvez aquele tipo de cultura não condiz com o modo polido que estas duas instituições adotaram como o perfil perfeito da "intelectualidade". As ruas, as feiras, os guetos não são lugares pra recitais de poesia, musicais, cultura, enfim.

  

O problema é que nós, da POEMA, nos habituamos com esta coisa de ganhar o mundo quebrando barreiras. E tem dado certo. E não sabemos fazer de outra maneira. E não queremos fazer de outra maneira. A nossa cultura não é de broches na lapela nem de discursos inflamados. Preferimos a cerveja na mesa e o violão em punho. Os versos decantados em voz alta nos soa melhor que o folhetim impresso com palavras pensadas e nem sempre verdadeiras.

 

Não somos poetas das ruas de Espanha, do Tejo, de "Oropa, França e Bahia", somos das embucaduras do rio Mossoró, da Barra, de Jucuri, dos mercados de Iracema, da bodega de Zé de Luzia, em Grossos, de Candeia, lá nos confins de Lucrécia, somos daqui.

 

Como nos versos de Patativa do Assaré, nossa poesia não entra "nos rico salão", desta forma, não há palco melhor para nós, que as ruas, as feiras, a proximidade com quem entende o nosso linguajar. 

 

Pensadas, as duas instituições, por grandes nomes da cultura mossoroense, como João Batista Cascudo, Raimundo Nonato e Vingt-un Rosado, tenho certeza de que eles se manifestariam publicamente diante de um incidente lamentável como este que ocorreu conosco este ano.

 

De antemão, esclareço o poder público municipal reconheceu o erro, a inabilidade daquele momento na condução de um diálogo que não houve. Mas o Icop e a Amol nada disseram.

 

Frente a tudo isto, e, tendo em vista que, ao que parece, o nosso modo de fazer cultura difere do modo das duas instituições, peço meu desligamento do Icop, da qual fazia parte inclusive da diretoria, e quanto a Amol, aconselho ao ilustre presidente que repense o modelo de gestão ora em vigência. A Academia é maior que os nossos próprios egos e tem que ser maior do que os sócios que hoje a compõem.

 

Francisco Caio César Urbano Muniz

 

Pelo mesmo entendimento aqui exposto, subscrevem esta carta ainda os nomes abaixo relacionados:

 

José Rogério Dias Xavier

Genildo Costa e Silva

Cid Augusto da Escóssia Rosado

Ricarte Balbino Lopes

Marcos Ferreira de Sousa



Escrito por Caio César Muniz às 20h02
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