Meu Perfil
BRASIL, Nordeste, MOSSORO, CENTRO, Homem, de 26 a 35 anos, Arte e cultura, Livros
Outro -



Histórico


Votação
 Dê uma nota para meu blog


Outros sites
 Blog do Jotta
 Espaço Crônico
 Carlos Santos On Line
 Os Dias Brancos
 Giro Pelo Estado
 Do Ás ao Rei
 Carol Frota
 Cine Clube Mossoró
 ACCAS NA NET
 Laércio Eugênio


 
CAMELAGEM VIRTUAL


O LADRÃO DE RAPADURA 

 

A bodega no meu avô era bem sortida, de tudo tinha um pouco: fumo, querosene, bolachas das mais variadas, sete capas, comum, Maria... e rapaduras... Ah! As rapaduras. Batidas, temperadas, pretas e umas que vinham do Cariri que tinham um sabor especial, um cheiro especial.

Ainda hoje, se fecho os olhos e respiro fundo, chego a sentir o cheiro daquelas rapaduras, misturado a outros tantos cheiros que identificavam a bodega do meu avô.

No caderno do fiado nome de quase todos os moradores da vila Canindezinho, mas todos bons pagadores. Todo início de mês o movimento aumentava quando o povo recebia a "paga", o "aposento" e vinham quitar seus débitos e fazer nova feira.

Uma época meu avô começou a queixar-se do desa-parecimento de rapaduras, especialmente das que vinham do Cariri. Quase toda semana sumia uma, às vezes duas rapaduras.

Começou-se então um processo de investigação para que se descobrisse o ladrão das rapaduras. Fiquei na incumbência de sondar a meninada, afinal uma traquinagem destas não podia partir de um adulto, roubar rapadura, tendo tantas outras coisas de valia na bodega. Minha recompensa, caso descobrisse o ladrão: uma rapadura do Cariri.

Não ganhei o prêmio. Não havia como ganhar. Durante anos guardei este segredo comigo, mas eis que acho ter chegado o momento de revelá-lo e pedir perdão ao meu avô, onde quer que ele esteja lá no céu.

Não resisti à tentação, assumo o crime, era eu o ladrão das rapaduras.

 

... et cetera e coisa e tal...

 

Em Natal, deparei-me com o jornal "O Botequeiro", já em nona edição. Textos bem-humorados e inteligentes, dicas gastronômicas e sugestões de botecos a se visitar. Uma bela sacada de uma turma inteligente. Nas entrevistas ícones como Falcão, Reginaldo Rossi e José Orlando.

 

Envolvidos pelo "O Botequeiro", lembramos, eu e Genival Júnior, meu compadre que em Mossoró a cada dia fica mais escasso encontrar um bom boteco para se dividir uma boa conversa, ouvir uma boa música e apreciar cultura de verdade.

 

Neste mesmo diapasão, Marcos Pereira, por mais que tente, não consegue fechar O Sêbado, já inserido no rol que boas opções culturais da cidade. Então, aos sábados ainda é possível encontrar uma turma boa pra jogar conversa fora e curtir as atrações que sempre surgem por lá.

 

 



Escrito por Caio César Muniz às 12h49
[] [envie esta mensagem] []




[ página principal ] [ ver mensagens anteriores ]